Pra encher os olhos: Construtivismo brasileiro

Há algumas semanas atrás, falamos aqui no blog sobre a arte construtivista de Alexandr Rodchenko e sua relevância no universo das artes visuais e gráficas!
Para o construtivismo, a pintura e a escultura são pensadas como construções – e não como representações -, guardando proximidade com a arquitetura em termos de materiais, procedimentos e objetivos.

O trabalho de do artista brasileiro Abraham Palatnik é um bom exemplo de como é pensada a arte construtivista: detalhes milimetricamente pensados para criar, algumas vezes, ilusões de ótica, perspectiva, movimento e profundidade!

As obras do artista brasileiro Abraham Palatnik são ótimos exemplos de como é pensada a arte construtivista: detalhes milimetricamente pensados para criar, algumas vezes, ilusões de ótica, perspectiva, movimento e profundidade!

 

Sem Título -1970 - Ivan Serpa

Sem Título -1970 – Ivan Serpa

 

Aqui no Brasil, temos diversos exemplos fantásticos de artistas que passearam por esse estilo, influenciados pela mistura de referências provenientes do cubismo, bauhaus e da vanguarda Russa (novamente Rodchenko!). Nomes como Lygia Clark, Abraham Palatnik, Volpi e muitos outros foram de extrema importância para a formação do construtivismo no Brasil e sua arte é referência em trabalhos gráficos por todo mundo até hoje.

Hélio Oiticica ~ Grande Nucleo (2006)

“Grande Nucleo”, Hélio Oiticica (2006)

Ivan Serpa - Série Amazônica n° 12 - Óleo sobre tela, 1968

Ivan Serpa – Série Amazônica n° 12 – Óleo sobre tela, 1968

"Campo revelado", Hércules Barsotti, 1960

“Campo revelado”, Hércules Barsotti, 1960

 

Através do trabalho de Lygia Clark, por exemplo, é possível acompanhar esse processo “construtivista” de maneira mais clara. Começando pela pintura, seus quadros vão ganhando tridimensionalidade, até passarem para a escultura!

Lygia Clark, Planos em superfície modulada no 2, versão 01, 1957

Lygia Clark, Planos em superfície modulada no 2, versão 01, 1957

O momento em que suas pinturas começam a ganhar tridimensionalidade, saindo da tela e virando escultura, como na obra Casulo No. 2, de 1959

O momento em que suas pinturas começam a ganhar tridimensionalidade, saindo da tela e virando escultura, como na obra Casulo No. 2, de 1959

Escultura da série "Bichos", de Lygia Clark, marcam o momento em que sua arte sai das telas e viram esculturas.

Escultura da série “Bichos”, de Lygia Clark, marcam o momento em que sua arte sai das telas e viram esculturas.

"Bichos", de Lygia Clark

“Bichos”, de Lygia Clark

 

Pra quem vive em São Paulo, ou está passando por aqui, vale dar um pulo na Pinacoteca do Estado e ver a exposição “Arte Construtiva na Pinacoteca de São Paulo”, que permite ao público se aprofundar um pouco mais nesse universo!!
A exposição, que teve início em 09 de agosto deste ano, vai até 26 de abril de 2015.

Aproveitem!
Enjoy!!
🙂