Dirty Pop – A Opulência Caótica do novo Pop

Rostinhos virginais e inocentes como os de Britney Spears, Spice Girls e afins, eram a cara do Pop no final da década de 90.
Essa “perfeição” visual era vendida através de músicas compostas por letras igualmente inocentes em clipes e idealizava a imagem de “menina de família”, virgem, honesta e levemente “spicy” (com um pequeno, quase imperceptível toque de sensualidade).

O Pop do final dos 90's vendia personalidades "inocentes", de famílias íntegras, aparentemente perfeiitas!

O Pop do final dos 90’s vendia personalidades “inocentes”, de famílias íntegras, aparentemente perfeiitas!

 

Acontece que “nem tudo são flores” e a realidade vai num caminho quase contraditório ao citado acima e os consumidores do Pop, com o passar do tempo, foram se dando conta dessa situação, seja por simplesmente perceberem que ser rica, linda e principalmente perfeita é de fato utópico, ou por começarem a ver que estas mesmas divas, símbolos de perfeição, começavam a tropeçar nos obstáculos criados pelo meio social.

Na decadência, esses ídolos eram renegados pelo público, o que não era fácil de suportar!

Na decadência, esses ídolos eram renegados pelo público, o que não era fácil de suportar!

A partir daí, viu-se que esses ícones não eram mais tão inalcançáveis e poderiam, finalmente, serem considerados humanos, suscetíveis de falhas e por isso, mais próximos do público.
Neste conceito de entendimento, o cenário Pop foi se modificando e a cultura de rua se tornou cada vez mais evidente e importante, deixando de lado o contexto beleza/riqueza/perfeição e abraçando o “ghetto” e seus valores.

Um bom exemplo é Rihanna. A cantora mantém sua imagem de diva, rodeada de amigos como Karl Lagerfeld, Riccardo Tisci e Alber Elbaz e pelo luxo das primeiras filas de desfiles de Paris e Londres, vestidos caríssimos e muito dinheiro no bolso, mas consegue caminhar tranquilamente na favela do Rio de Janeiro e pular o carnaval de Barbados, como uma pessoa comum, que beira ao simplório.

Rihanna conseguiu trabalhar sua imagem sem perder o orgulho de suas origens e a partir de então, luxo e "imperfeição" são adimirados pelos consumidores do Pop!

Rihanna conseguiu trabalhar sua imagem sem perder o orgulho de suas origens e a partir de então, luxo e “imperfeição” são adimirados pelos consumidores do Pop!

 

No Brasil, temos a ostentação praticada pelos funkeiros, que saíram das vielas das favelas para pilotar carros turbinados e carregar correntes gigantes de ouro no pescoço, sem deixar para trás suas origens (pelo contrário, carregando-as como uma espécie de medalha).

Essa ostentação simboliza uma espécie de patriotismo, como se carregassem uma medalha de ouro dizendo que vir da favela não é sinônimo de ser desprezível.

Essa ostentação simboliza uma espécie de patriotismo, como se carregassem uma medalha de ouro dizendo que vir da favela não é sinônimo de ser desprezível.

 

Neste processo, o visual de excessos e opulência destes ícones atuais se tornaram símbolo de desejo, inclusive pela moda, e acabaram por influenciar diversas coleções, criando uma tendência quase maximalista.

A rua olha pra moda e a moda olha pra rua. Neste ciclo, a cultura de rua se torna cada vez mais forte e influencia música e passarelas.

A rua olha pra moda e a moda olha pra rua. Neste ciclo, a cultura de rua se torna cada vez mais forte e influencia música e passarelas.

A mistura de estampas, texturas e cores, além das tipografias, se uniram às referências étnicas, do basquete de rua e do Hip Hop do ghetto.

Referências sobre o basquete de rua são transformados em peças de luxo, com peles, transparências, logotipias e muito oversized!

Jeremy Scott, Moschino e DKNY estão cada vez mais inseridos neste contexto. Referências sobre o basquete de rua são transformados em peças de luxo, com peles, transparências, logotipias e muito oversized!

As correntes de ouro carregadas pelos rappers são transformadas em acessórios pesados contemporâneos nas mãos da marca KTZ. O metalizado também é foco em peças inteiras, de pegada esportiva. Chanel também entrou no clima no ultimo verão e trouxe mega cadeados num luxo cheio de texturas e referências street!

As correntes de ouro carregadas pelos rappers são transformadas em acessórios pesados contemporâneos nas mãos da marca KTZ. O metalizado também é foco em peças inteiras, de pegada esportiva. Chanel também entrou no clima no ultimo verão e trouxe mega cadeados num luxo cheio de texturas e referências street!

Pros meninos, os shapes são mais alongados e as tipografias ultrapassam os numerais comuns e trazem influências etnicas (como nos looks da KTZ acima). A inserção de couro e pele em shapes mais amplos, lembra o basquete de rua americano no desfile de Inverno 2015 da Givenchy!

Pros meninos, os shapes são mais alongados e as tipografias ultrapassam os numerais comuns e trazem influências etnicas (como nos looks da KTZ acima). A inserção de couro e pele em shapes mais amplos, lembra o basquete de rua americano no desfile de Inverno 2015 da Givenchy!

 

Na adar, chamamos esta tendência de Dirty Pop:

Peles, mistura de estampas, atitude transgressora e muita textura num clima urbano dão o tom do Dirty Pop!

Peles, mistura de estampas, atitude transgressora e muita textura num clima urbano dão o tom do Dirty Pop!

Confira o nosso clipe de Dirty Pop: