Bye bye, Minimalismo?!

Existem designers que nunca deixaram o maximalismo morrer.
Outros se entregaram à limpeza estética e prática do minimalismo.

Rihanna em dois momentos: Maximalismo durante uma de suas turnês (vestindo Givenchy by Riccardo Tisci, e minimalismo no tapete vermelho do Met Ball Gala 2014, vestindo Stella McCartney

Rihanna em dois momentos: Maximalismo durante uma de suas turnês (vestindo Givenchy by Riccardo Tisci, e minimalismo no tapete vermelho do Met Ball Gala 2014, vestindo Stella McCartney

Enquanto uns são rebuscados e “exagerados”, outros ainda acreditam que a máxima “Menos é mais!” vai perdurar por muito tempo.É fato indiscutível que o minimalismo, antes vanguardista (óbvio), é de fácil entendimento e por isso tornou-se comercialmente possível. Aliás, o minimalismo é extremamente comercial. Basta dar um pequeno passeio por qualquer shopping do Brasil e do mundo para ver que ele reina nas vitrinas e em grande parte das araras.
Vitrinas da Zara Paris e Lanvin Paris. Minimalismo é extremamente comercial!

Vitrinas da Zara Paris e Lanvin Paris. Minimalismo é extremamente comercial!

Mas, como todos sabem, toda história tem seu início, meio e fim. Na moda, não seria diferente.
Rockers, Mods, Punks, Hippies, Grunges……Alguns foram movimentos sociais e viraram moda e outros foram apenas desejos. Ainda que existam resquícios e a moda sempre faça um “ensaio” de retorno para determinados movimentos/tendências de outras épocas, o “boom” já passou.

Talvez não seja à toa que andemos observando muitas marcas indo no caminho inverso ao minimalismo. Isso acontece porque essas marcas observam o comportamento social de alguns grupos relevantes, que acabam criando tendência pelo simples prazer de se vestir e nesse vestir, expressar seus mais diversos sentimentos, sejam eles desejos musicais, artísticos ou, mais importante, influências sociais e da rua.

Vivenne Westwood nasceu das ruas, trouxe o movimento Punk para moda e nunca abandonou suas origens, sempre ressaltando em suas coleções as influências sofridas pelos habitantes dos asfaltos.

Vivenne Westwood nasceu das ruas, trouxe o movimento Punk para moda e nunca abandonou suas origens, sempre ressaltando em suas coleções as influências sofridas pelos habitantes dos asfaltos.

 

Neste Inverno, a eterna Punk Vivienne, trouxe às passarelas mistura de texturas, tecidos, padronagens e aplicações. Maximalismo intenso em sua coleção.

Neste Inverno, a eterna Punk Vivienne, trouxe às passarelas mistura de texturas, tecidos, padronagens e aplicações. Maximalismo intenso em sua coleção.

 

Yohji Yamamoto sempre foi precursor do contemporâneo. Sua ultima coleção também ressaltou a importância do maximalismo, como uma fuga ao comercialismo minimalista.

Yohji Yamamoto sempre foi precursor do contemporâneo. Sua ultima coleção também ressaltou a importância do maximalismo, como uma fuga ao comercialismo minimalista.

 

Outra marca que parece estar fugindo da "obviedade" minimalista e em suas ultimas coleções, além de trabalhar o excesso de texturas, trouxe cores e mistura de estampas!

Outra marca que parece estar fugindo da “obviedade” minimalista e em suas ultimas coleções, além de trabalhar o excesso de texturas, trouxe cores e mistura de estampas!

Aliás, a rua, o ghetto, a favela, tem sido assunto recorrente e símbolo “carro-chefe” da moda atual. Basta observar as coleções de Riccardo Tisci para Givenchy para ver claramente quais são suas influências, ou então, o cenário atual da música, que traz nomes como M.I.A., Rihanna, Röyksopp, Gaga, Beyoncé, e outros tantos num clima de ghetto “ostentação”.

Etno-Tribalismo-Ghetto-Futurista é como podemos nomear as influências da coleção de Verão 14-15 da Givenchy. A rua, o ghetto e tribos africanas foram representados, criando um conceito maximalista.

Etno-Tribalismo-Ghetto-Futurista é como podemos nomear as influências da coleção de Verão 14-15 da Givenchy. A rua, o ghetto e tribos africanas foram representados, criando um conceito maximalista.

 

A Coleção de Inverno 2014-2015 da Givenchy traz o maximalismo em peso, com mistura de estampas, padronagens, texturas e aplicações.

A Coleção de Inverno 2014-2015 da Givenchy traz o maximalismo em peso, com mistura de estampas, padronagens, texturas e aplicações.

 

M.I.A., uma das maiores representantes da miscigenação de cultura de rua, fez uma mini-coleção em parceria com a Versace.

M.I.A., uma das maiores representantes da miscigenação de cultura de rua na música, mostrou que uma grande “Maison” como a Versace, também pode se inspirar no universo Street.

 

O maximalismo anda tomando conta da cena musical!

O maximalismo anda tomando conta da cena musical!

 

Por enquanto, as duas vertentes continuam caminhando numa linha tênue: Minimalismo e Maximalismo dividindo espaço nas vitrinas e ruas, muitas vezes se mesclando em um só, outras, separadamente.
Voltaremos ao rebuscado, aos exageros, ao MAXI?
Há muitos indícios que sim. É esperar para ver!

Enjoy!
🙂